5370-135 Frechas
Mirandela
 

Textos de Jorge Pereira, com a excepção indicada

 

Galeria de fotografias

Nesta iniciativa, pretendemos recordar todos aqueles que ao longo das suas vidas marcaram e deram o seu melhor por esta Terra, do mais notável ao mais humilde. Todos eles sem excepção, fazem parte da nossa história.

Pretendemos também fazer uma rectrospectiva, do passado à actualidade, para assim compreendermos as mudanças operadas, e para que também as gerações futuras, entendam as suas raízes.

O Rio, a par da Praça do Pelourinho, foram sempre os lugares de eleição em Frechas.
 

GRUPOS:
Actividades / Paisagem
Praça do Pelourinho
Obras / Melhoramentos
Estação da CP
Cachão
Vale da Sancha
Diáspora
Famílias
Festejos
Festejos de Natal
Carnaval
Feira dos Ramos
Grupo Etnográfico
Grupos Jovens
Escolas
Factos e Pessoas
Casa do Povo
Solidariedade
Pro-Museu
Tempos Livres
Rio
Natureza
Outono
Assoc. Caça e Pesca

 

Clique nas fotografias, para ampliar.





 

Actividades / Paisagem


Praça do Pelourinho
"Para simbolizar o poder local, decorrente de uma Carta de Foral, passada pelo monarca, era colocado um elemento de granito, normalmente no largo principal da povoação e mais tarde em frente à casa da Câmara.
Estes elementos graníticos chamados pelourinhos, passaram a simbolizar a autonomia administrativa concelhia, os direitos e os deveres dessas povoações, sendo marcos representativos da história local e da tradição Portuguesa, de acordo com as Cartas de Foral.(...)
Durante o Antigo Regime, a autonomia administrativa e judicial tinha como símbolos o Foral, a Casa da Câmara, a Cadeia e o Pelourinho. (...) O Pelourinho e a Cadeia representavam os poderes judicial e penal depositados nas populações. (...)
O Pelourinho era o local público de aplicação de penas. Também aqui se liam os pregões, se afixavam editais e as posturas.
Peça fundamental do aparelho autonómico, o Pelourinho erguia-se no largo principal da vila, normalmente em frente aos Paços do Concelho."

Luis Ferreira, Pelourinhos do Distrito de Bragança

 
Também em Frechas, nomeadamente entre os mais idosos, era pacifico e aceite, que os edificios dos diversos orgãos locais, se situavam nas imediações do Pelourinho.
Na primeira fotografia desta série (nº. 25), por volta do ano de 1960, é visivel no edificio ao fundo, ao lado do portão em madeira, uma janela com gradeamento em ferro. Neste edificio, fruto também destas características, sempre se ouviu dizer que se teria situado o Tribunal, bem como a Cadeia. Nesta foto é também visivel o tanque que existia na praça, ao qual as pessoas recorriam para se abastecerem de água para as suas habitações, já que nessa época não existia ainda rede de água domiciliária. Era também aqui que traziam os seus animais; burros, cavalos e bois, para beberem.
Entretanto, começou a ganhar força a ideia de que aqui, deveria existir um espaço mais de acordo com a memória do local. Nesta medida, na década de 1980, a família do Sr. Acácio Augusto Martins, antigo Presidente da Junta de Freguesia, adquiriu a área da habitação, que se vê sem telhado, tendo-o oferecido para que a partir desta ampliação, pudesse ter início a operação de embelezamento de todo este espaço.
Ontem como hoje e tal como as fotografias o documentam, a Praça do Pelourinho era o ponto de encontro, não apenas para as pessoas da aldeia, como para os que estavam de passagem.
também aqui se situavam 2 dos fornos existentes em Frechas, apesar de propiedade privada, era lá que um bom número de familias iam cozer as "fornadas" de pão, a qual, dependendo do agregado familiar, duraria 1 a 2 semanas.
Era também a zona comercial da extinta vila, não havia por estas paragens cafés, mas aqui existiam as "tabernas", confirmam-no as fotografias nº. 026 parte exterior e a fotografia nº. 114 no interior de uma delas, onde se bebia um "copo", jogando-se também uma partida de chincalhão.
Por estes tempos, não eram ainda conhecidos os mini-nercados, contudo aqui se situava o "soto" ou os "sotos", além de taberna, vendia de tudo um pouco, géneros alimentares, petróleo, alguns medicamentos e afins, e até urnas.
Em tempos mais recentes, na década de 1970, com as vidas mais facilitadas e com melhor poder de compra das populações, era nesta zona, o principal ponto de paragem e venda do peixeiro, do piteiro, dos tendeiros das "carradas" ao Domingo, bem como dos pultriqueiros e até do circo.

Obras / Melhoramentos
       
       
       
     
       
       
       

Ontem como hoje, o convívio entre as pessoas é de grande importância para o avanço das comunidades

Lamentavelmente, pessoas não concordantes com o progresso e o convívio, pela calada da noite, promovem  a destruição do trabalho feito com dedicação e empenho.
Enfim, são também os sinais dos tempos.

Estação da CP
Local de chegada e partida, de correspondência, de mercadorias e pessoas, era lugar de encontros e desencontros, unia e separava as pessoas, umas até breve, outras até sempre.

Cachão
       

Vale da Sancha
Vale da Sancha - comemoração do Dia do Pai
     

Diáspora
       

Famílias
 

Festejos

Festa de Frechas - São Miguel - Out / 2009


Festejos de Natal
       

Carnaval
       

Feira dos Ramos

1ª - 2007

     
2ª - 2009
 

Grupo Etnográfico de Frechas
         

Grupos jovens
     

Escolas
   

Factos e Pessoas

Casa do Povo
 


Solidariedade
 

     


Pro-Museu

Museu - Instituição sem fins lucrativos, ao serviço da Sociedade e do seu desenvolvimento e aberta ao público.
Pesquisa e exibe com finalidade de estudo, de educação e de apreciação, evidência material dos Povos e seu ambiente.

Um Povo não pode permitir que a sua história, as suas raízes ou a sua memória, vão parar à prateleira do esquecimento.

Frechas não pode permitir que a sua história ou a sua memória se percam, é por isso urgente dar corpo ao Museu Rural/Etnográfico.
 

Depois da recolha de centenas de peças, os jovens do programa OTL-2008 procedem à sua inventariação:

       

Exposição no âmbito da semana do agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro - 2008:

   

Peças recuperadas da antiga Escola e Telescola:

Peças da antiga "Casa do Povo":

     

Peças das lides domésticas e actividades; agricultura, pesca, sapateiro e alfaiate:

     

Cadeira e peças diversas do Barbeiro:

       

Cobo, armadilha em forma de cone, feito a partir de ramos verdes de salgueiro. No seu interior era colocado o isco afim de atrair o peixe, o qual depois de entrar não conseguia sair.

         

Caixa feita em cortiça para transporte do furão, o qual tinha como missão entrar no refúgios dos coelhos para os atacar, para que estes ao abandonarem a toca, no exterior onde o caçador se encontrava, pudessem ser  facilmente abatidos.

         

Baús da taverna da "Tia Rosaria- Rosária da Conceição", taverna que existiu no Terreiro da Lomba, provavelmente há mais de 80 anos.

         

Cana para acender e apagar as velas na Igreja:

         

Recorte do JN com notícia da construção da ponte sobre o Rio Tua:

         

Como se pode verificar, são já centenas de peças e fotografias antigas, algumas das quais com mais de 80 anos que ao longo dos tempos fomos recolhendo tendo em vista o futuro "Museu rural e etnográfico de Frechas".
Este conjunto de peças resulta da recuperação de diversas peças da antiga "Casa do Povo", da escola primária e até do agrupamento Luciano Cordeiro, havendo ainda algumas, um pequeno número, que foram adquiridas a preços simbólicos.

A grande maioria das peças foi cedida por um conjunto de pessoas em Frechas, a quem aqui deixamos público agradecimento:

Jorge Pereira
Abel José Trigo Moutinho
Francisco Martins
Armando Faria
José Alexandre Trigo
Gilberto Pereira
Prof. Carlos Cardoso
Beatriz Figueiredo
Lisete Correia
Maria Augusta Silva
Maria Angelina
Maria Luisa Salvador
Maria Arminda Silva
Beatriz Aniceto
Carolina Pereira
Maria José Esteves
Efigénia Fonseca
Ermelinda Fonseca
Pureza Sousa
Madalena Guedes
Anabela Gonçalves
Maria Natividade Ribeiro
Idalina Monteiro
Maria Teresa Pereira
 


Tempos livres
   

Rio
   

Natureza
       

Outono, fim de tarde, Rua D. Manuel I
 

Associação de Caça e Pesca